Minha irmã não tem dúvidas: estou virando atleta. De minha parte, eu só digo: "quem me dera!". Porque eu já pensei, por uma época da minha vida (ainda penso, às vezes, confesso): imagine que maravilha ser uma triatleta, por exemplo. Acordar todo dia e só malhar. Que maravilha. Deve ser muito cansativo, de fato. Mas quanta endorfina em retorno. Você deve viver nas nuvens. E a luta é, a maior parte do tempo, consigo mesmo, seus limites (ao menos durante o treinamento). Quem me dera (ok, ok: tem umas nuances aí, mas outro dia a gente põe em discussão)...
Mas, enfim, o que deu origem aos comentários da minha irmã? Minhas mais recentes compras. Para começar, uma balança digital, que substituiu a analógica. Depois, umas roupas novas de ginástica, o que inclui uma fantástica calça da Adidas. Agora, um monitor cardíaco, lindo e inteligente, que já virou meu xodó, da Polar. E ela nem sabe que já percebi que tenho que trocar meus dois tênis, que comprei em dezembro e ainda nem terminei de pagar (faltam três prestações!).
Muitos gastos, mas quanto retorno: como estou motivada! Além disso, como estou me conhecendo melhor a partir dessas compras. A calça da Adidas, por exemplo. Eu sempre a via lá, dando sopa na Renner. Caríssima. Mas que material. E eu nunca sequer a experimentei por um motivo simples: eu sabia que ia querer levar. Mas outro dia estava lá, as calças não estavam ficando legais e... decidi levá-la ao provador. Antes de colocá-la, eu já sabia que ia levá-la, apesar dos cifrões na etiqueta. E não deu outra. Cheguei em casa na maior pilha para ir para academia estrear minha mais recente aquisição. Lição de tudo isso? Eu só gosto de coisa boa. Tenho de ter sempre um bom emprego, para me dar a esses luxos... Agora,por exemplo, já tô sonhando com os tops da Adidas. Esses eu já havia experimentando, mas não comprei. Também caríssimos, mas que sustentação. Você corre com aquilo e nada balança. E qual o preço de imunizar os peitorais da ação da gravidade? Já diz a propaganda do Mastercard: não tem preço!
(pausa para a digressão: e você se lembra, na sua infância, quando era mico usar um casaco da Adidas? Assim como só o pedreiro usava Havaianas? Pois é. Como o mundo muda...)
Quanto à minha balança, ela só tem me trazido boas notícias, ao contrário da analógica, cujo ponteiro parecia nunca sair do lugar. Já o monitor cardíaco... Gente, como pude viver sem ele por tanto tempo? É tão inteligente que até conversa com o computador. Verdade! Mas isso eu conto outro dia. Estou aqui com uma fominha e vou ali comer porque... bem, tenho alma de atleta, mas estômago ainda de pessoa comum, né? Au revoir, enfants!
sábado, 26 de julho de 2008
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