quinta-feira, 22 de maio de 2008

Quarta-feira, véspera de feriado, 7h40 da manhã


Hoje eu acordei cedo, saí de casa e, quando estava prestes a atravessar a rua, vi o meu passado passar por mim na breve brecha de uma luz verde do semáforo.

ROBUSTA


Senti ciúmes desse passado que continua, agora como um presente - amanhã, futuro - sem mim.


"O que ele fará?", me perguntei. "Mas... tão cedo?", questionei. "Com que dinheiro?"


Na verdade, o que eu queria dizer era: com que direito, passado, você vive sem mim?


Logo eu perguntando isso... Eu que também toco minha vida e também sou o passado de alguém...



By the way, this is Mara speaking... Later than ever...

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