
Hoje eu acordei cedo, saí de casa e, quando estava prestes a atravessar a rua, vi o meu passado passar por mim na breve brecha de uma luz verde do semáforo.
ROBUSTA
Senti ciúmes desse passado que continua, agora como um presente - amanhã, futuro - sem mim.
"O que ele fará?", me perguntei. "Mas... tão cedo?", questionei. "Com que dinheiro?"
Na verdade, o que eu queria dizer era: com que direito, passado, você vive sem mim?
Logo eu perguntando isso... Eu que também toco minha vida e também sou o passado de alguém...
By the way, this is Mara speaking... Later than ever...
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